
imagem: Giara/Flickr
,sem rumo rima ramo roma aroma de romã
Sigo
E persigo
A rosa mística
A música inefável
A única
Túnica inconsútil
De que já ouvi falar.
Flano
Entre planos e panos
E alheio me escuso
Em escudos
Que imagino
Contra mesmices,
Anemias e tédios:
Ando assim: lírico,
Místico, laico,
Numa preguiça danada:
Caralho, que coisa chata
Este não ter rumo,
Não ter lida,
Estes bocejos vãos.
Mas e daí?
Fechar p aortas,
Bater porteiras,
Pendurar chuteiras
Nada não.
Vamos por aí
Sem ais
Como um riso rasgando a cara
Até a cena final:
Afinal,
Belo é o estar vivo
E adivinhar o sol
Depois do escuro,
(para a poeta e amiga - Adriana Godoy)